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Case Management Platform (CMP)

A Case Management Platform (CMP) é a Mesa de Decisão da Suíte Guardline. Ela orquestra o ciclo de vida de casos que exigem análise humana: alertas de fraude, revisões de compliance, avaliações de KYC, escalações de risco e deliberações de comitê.

A CMP centraliza o trabalho de backoffice em uma única plataforma, com filas configuráveis, SLAs regulatórios, alçadas de aprovação, distribuição de casos e trilha de auditoria imutável. Funciona tanto como módulo integrado à Suíte Guardline quanto de forma independente, compatível com motores de decisão de terceiros.


Os casos são organizados em filas vinculadas a áreas de atuação. Cada fila opera de forma independente, com seus próprios analistas, SLAs e regras de distribuição.

FilaÁreaEscopo
CadastroRevisão cadastralValidação documental, dados cadastrais, biometria
CompliancePLD/FTPListas restritivas, PEP, UBO, compatibilidade financeira
FraudePrevenção a fraudeMídias negativas, padrões suspeitos, device intelligence
ComitêDecisão colegiadaCasos escalados para deliberação formal
ComercialParecer consultivoContexto comercial (voz consultiva, sem poder de veto)

A instituição pode configurar filas adicionais conforme sua estrutura organizacional.

Cada fila e tipo de caso opera sob prazos configuráveis, com defaults baseados na Circular 3.978 do BACEN:

Nível de riscoPrazo de resoluçãoReferência
Baixo4 horasPrimeiro atendimento
Médio24 horasResolução padrão
Alto48 horasDecisão colegiada obrigatória
Crítico72 horasDiretoria ou comitê

Os prazos são configuráveis pela instituição. O sistema monitora os SLAs de forma automática:

  • SLA em risco: alerta visual e por e-mail quando o prazo se aproxima
  • SLA estourado: escalação automática para o nível superior
  • Métricas de taxa de estouro: visibilidade operacional em tempo real

As alçadas definem quem pode tomar qual tipo de decisão. Cada alçada possui uma faixa de score configurável. Casos acima do limite são automaticamente escalados para a alçada superior. A escalação ocorre antes da decisão, não depois: o sistema impede que um analista decida fora da sua alçada.

Nível de riscoFaixa de scoreAlçadaTipo de decisão
AutomáticoDefinido pela instituiçãoSistemaAprovação ou reprovação automática
BaixoDefinido pela instituiçãoAnalistaDecisão individual
MédioDefinido pela instituiçãoAnalista SêniorDecisão individual, pode solicitar análise conjunta
AltoDefinido pela instituiçãoSupervisorDecisão colegiada obrigatória
CríticoDefinido pela instituiçãoDiretoria / ComitêDecisão colegiada com aprovação da diretoria

A CMP oferece quatro modalidades de distribuição, configuráveis por fila:

ModalidadeFuncionamentoQuando usar
Por riscoRoteia automaticamente com base no scoreConfiguração padrão, garante conformidade regulatória
Round-robinDistribui sequencialmente entre analistas disponíveisEquilibra carga dentro de cada nível
Por disponibilidadeDistribui com base na disponibilidade em tempo real de cada analistaEquipes com jornadas ou senioridades diferentes
ManualGestor distribui individualmente ou analista se autoatribuiCasos especiais e reatribuições

As modalidades podem ser combinadas. A configuração recomendada é por risco como critério primário, round-robin como secundário e manual como override disponível a qualquer momento.

Quando o analista abre um caso, tem acesso ao dossiê em tela única:

  • Dados do cliente (cadastro, score, segmento)
  • Histórico de transações
  • Resultado do onboarding (quando o cliente veio pela ONP)
  • Alertas e regras acionadas
  • Baseline comportamental (UBA)
  • Contrapartes envolvidas
  • Posição em listas restritivas
  • Decisões anteriores sobre o mesmo cliente
  • Timeline de auditoria com cada evento registrado

Para cada caso, o analista dispõe de seis ações:

AçãoDescrição
AprovarLiberar a transação ou o cadastro
ReprovarBloquear com justificativa registrada
PendenciarSolicitar informação adicional ao cliente ou a outra área
EscalarEncaminhar para alçada superior
Solicitar análise conjuntaPedir parecer de outra área (Compliance, Fraude, Comercial)
Convocar comitêEncaminhar para sessão de deliberação colegiada

Toda ação exige justificativa textual e fica registrada na trilha de auditoria.

Quando um caso demanda parecer de múltiplas áreas, o analista solicita análise conjunta. O caso recebe pareceres independentes de cada área consultada. Enquanto os pareceres não forem registrados, o caso permanece travado.

Se houver divergência entre os pareceres (ex.: Compliance recomenda reprovação e Cadastro recomenda aprovação), o sistema escala automaticamente o caso para comitê.

Para casos de alto risco ou com divergência entre áreas, a CMP opera sessões formais de comitê com quórum, votação e ata.

Fluxo do comitê:

Regras do comitê:

RegraDefinição
Quórum mínimo3 membros: Compliance/PLD + Gestor de Mesa + membro adicional
VotaçãoMaioria simples. Em empate, voto de Compliance/PLD prevalece (voto de minerva)
RegistroCada membro registra voto e justificativa. Ata gerada automaticamente
Prazo48h para convocação e deliberação
ImpedimentosMembro com conflito de interesse declara-se impedido. Sistema convoca substituto
ComercialVoz consultiva, sem voto. Pode apresentar contexto, sem poder de veto

O sistema encaminha automaticamente para comitê quando:

  1. Score de risco atinge nível crítico (conforme limiar configurado)
  2. Divergência entre pareceres de análise conjunta
  3. Cliente é PEP ou relacionado a PEP
  4. Cliente classificado como estratégico ou VIP (flag definida no onboarding)
  5. SLA estourado sem decisão
  6. Convocação manual por qualquer gestor

Toda ação na Mesa de Decisão é registrada automaticamente e de forma imutável:

  • Criação do caso e origem (motor de regras, manual, sistema externo)
  • Score calculado e risco atribuído
  • Atribuição e reatribuição de analista
  • Início e fim de cada análise
  • Pareceres técnicos de análise conjunta
  • Escalações com motivo, prioridade e destino
  • Votos do comitê com justificativa individual
  • Decisão final com justificativa textual
  • Timestamp de cada evento

O registro é acessível diretamente pela instituição para exportação, servindo como dossiê regulatório para o COAF e auditorias internas, em conformidade com a Circular 3.978 do BACEN.

Quando um caso resulta em comunicação obrigatória, a CMP organiza e formata os dados em XML compatível com o SISCOAF, facilitando o envio pela instituição.


A CMP não exige o uso do motor de decisão da Guardline. Instituições que já possuem motor de fraude ou AML próprio podem adotar a Mesa de Decisão de forma independente, recebendo casos via integração e operando filas, alçadas, SLAs e comitê sobre qualquer fonte de alertas.


PerfilAcessoDescrição
AnalistaMesa de DecisãoAnalisa casos dentro da sua alçada
GestorOperações, filas, configurações, dashboardsConfigura fluxos, monitora SLAs, redistribui casos
DiretorComitê + tudo do GestorParticipa de comitês, cria sessões, aprova decisões de alta alçada
AdministradorGestão do sistemaConfiguração de filas, alçadas, SLAs e perfis de acesso