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Suíte Guardline

A Suíte Guardline é uma plataforma de compliance e prevenção a fraudes que cobre o ciclo de vida do cliente em instituições financeiras: cadastro, monitoramento de transações, análise de casos e reporte regulatório.

A plataforma é composta por três módulos e uma camada de serviços compartilhados chamada Core. Os módulos podem ser contratados de forma independente ou combinados. Quando operam em conjunto, compartilham motor de decisão, autenticação, listas restritivas, scoring e trilha de auditoria através do Core.



O Core é a camada que integra os módulos. O score de risco calculado durante o onboarding (ONP) é persistido e utilizado pela FPP no monitoramento de transações. Alertas gerados pela FPP criam casos automaticamente na CMP, já com o dossiê do cliente. Listas restritivas gerenciadas no Core são consultadas por todos os módulos simultaneamente.

O diagrama abaixo ilustra essa conexão em um fluxo de 11 passos:

1. Cadastro via Onboarding Platform. Um novo cliente inicia a jornada de onboarding. A instituição configurou o fluxo com validação documental, biometria facial e verificação de antecedentes. O cliente percorre as etapas na interface white-label da instituição.

2. Scoring de risco no onboarding. O motor de decisão calcula o risco do cliente com base nas regras configuradas: histórico, localidade, tipo de documento, resultado das verificações. O score (faixa 0-1000) é registrado e acompanha o cliente dali em diante.

3. Cliente aprovado e ativo. Com score dentro do limiar configurado pela instituição, o cadastro é aprovado automaticamente. O cliente começa a operar.

4. Pix recebido, motor detecta anomalia. Semanas depois, o cliente recebe um Pix de valor atípico. O motor de decisão avalia a transação em tempo real, cruza com o baseline comportamental (UBA) e identifica desvio do padrão.

5. Alerta gerado na Fraud Prevention Platform. A transação é sinalizada. O motor registra o score de risco, as regras acionadas e o contexto da avaliação.

6. Caso aberto automaticamente na Case Management Platform. O alerta gera um caso na Mesa de Decisão, já atribuído à fila correta conforme a configuração de distribuição (por risco, round-robin, por disponibilidade ou manual).

7. Analista investiga. O analista acessa o dossiê em tela única: dados do cliente, histórico de transações, resultado do onboarding, alertas anteriores, baseline comportamental.

8. Decisão. Com base na investigação, o analista decide. Se o caso excede sua alçada, o sistema escala automaticamente para supervisor ou comitê.

9/10. Fraude confirmada: bloqueio e reporte. A conta é bloqueada e o dossiê regulatório é preparado para envio ao COAF, com a trilha de auditoria preservada.

11. Ou falso positivo: caso encerrado. Se a transação é legítima, o analista encerra o caso com justificativa registrada. O histórico permanece disponível para auditoria.


Cada módulo funciona de forma autônoma. Uma instituição que já possui motor de fraude próprio pode adotar apenas a Case Management Platform. Outra que precisa apenas de onboarding digital pode começar pela Onboarding Platform. Ao combinar módulos, a integração via Core é automática.

MóduloFunção principalUso independente
Onboarding Platform (ONP)Onboarding digital configurávelSim
Fraud Prevention Platform (FPP)FRAML: prevenção de fraude e lavagemSim
Case Management Platform (CMP)Mesa de Decisão e gestão de casosSim
Guardline CoreServiços compartilhados (motor, autenticação, listas, auditoria)Backbone da suíte

A Suíte Guardline é utilizada por instituições financeiras e reguladas que operam com compliance, prevenção a fraudes e PLD/FTP. Isso inclui bancos, fintechs, instituições de pagamento, corretoras de câmbio e seguradoras.


A suíte foi projetada com aderência às exigências regulatórias brasileiras:

  • Circular 3.978 do BACEN: procedimentos de PLD/FTP, KYC, monitoramento e comunicação ao COAF
  • Resoluções do COAF: prazos de reporte e retenção de informações
  • LGPD: tratamento e proteção de dados pessoais
  • Recomendações FATF/GAFI: padrões internacionais de prevenção à lavagem

A plataforma segue os controles das normas ISO 27001 e SOC 2, sem possuir certificação formal nessas normas.


Todos os módulos possuem ambiente de sandbox disponível após a assinatura do contrato. A instituição pode testar jornadas de onboarding, simular transações no motor de decisão e operar a mesa de casos com dados sintéticos antes de entrar em produção.