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Ingestão e identidade

A FPP recebe transações por dois caminhos, que convergem para o mesmo motor e a mesma base.

Tempo real. A instituição envia cada transação no momento em que ela acontece e recebe a decisão na mesma chamada. Os clientes de prevenção a fraudes já integrados usam o contrato de análise existente, que não muda. Para PLD, a plataforma expõe um endpoint de transação canônica, com os campos que a lavagem de dinheiro exige e que a prevenção a fraudes transacional não precisava: tipo de documento, país, família de operação, moeda explícita e os sinais de payload descritos abaixo.

Lote. A instituição envia conjuntos de transações (carga inicial, histórico, reprocessamento) para uma fila. A fila entrega ao motor em ordem de data de negócio, mantém o estado de cada item, produz um relatório de rejeições e, quando o lote é histórico, executa o replay em duas fases: primeiro o histórico forma o perfil comportamental, depois as transações são pontuadas em ordem. A carga em lote não afeta a latência da avaliação em tempo real.

O caminho de dado é o mesmo qualquer que seja o perfil do tenant: uma transação enviada a duas instâncias produz o mesmo resultado, e nenhuma delas recusa dado por configuração de implantação.

A PLD depende de saber quem movimenta. A plataforma trata a identidade sem inferência e sem padrão escondido.

ElementoComo é tratado
Tipo de documentoEnumeração de primeira classe, com CPF para pessoa física e CNPJ para pessoa jurídica. O tipo vem no payload; a plataforma nunca deduz o tipo pela quantidade de dígitos.
PaísPresente no cliente e na conta. O tenant declara o seu país e a sua moeda (Brasil e real), e é isso que define o que é uma operação internacional.
ContraparteIdentificada por documento tipado (CPF ou CNPJ) ou por identificador de conta: chave PIX, ou banco, agência e conta. Um identificador inesperado é registrado como veio e nunca interrompe a avaliação.
Moeda e valorO valor vem com unidade e moeda explícitas. Dentro do motor todo valor é tratado em centavos inteiros, o que elimina erro de escala entre o valor da transação, o perfil comportamental e as janelas de velocidade.

Os tipos de operação são um catálogo por jurisdição, versionado e traduzido, organizado em famílias: transferência (PIX, TED), cheque, cartão, dinheiro em espécie, câmbio e comércio exterior. O perfil comportamental e os cenários se apoiam na família, não no trilho, e acrescentar um trilho novo é dado de catálogo, sem alteração de sistema.

A transação canônica carrega sinais que os cenários de PLD consomem diretamente como campos de condição:

  • produto da instituição ao qual a operação pertence;
  • atividade econômica do cliente, com a fonte declarada;
  • canal de origem da operação;
  • marca de espécie, quando a operação envolve dinheiro em espécie (saque, depósito ou pagamento em dinheiro);
  • contraparte cripto, quando a contraparte é um prestador de ativos virtuais;
  • origem em apostas, quando o recurso vem de casas de apostas.

Cada sinal vira campo de condição no editor de regras, disponível para qualquer cenário do catálogo.

Toda transação carrega o identificador externo da instituição. Reenviar a mesma transação não a duplica nem a reavalia. No lote, cada item tem estado consultável, e as transações recusadas aparecem no relatório de rejeições com o motivo, disponível por arquivo e por API.

A Guardline dispõe de um gerador de tráfego sintético que, no modo brasileiro, produz carteira de clientes com CPF e CNPJ, contrapartes com chave PIX e conta, e sequências de operações desenhadas para disparar cada cenário do catálogo. Ele é usado na homologação da integração e na demonstração do produto antes de qualquer dado real, e o histórico sintético fica marcado como tal na base.

Versão 18, atualizada em