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Mesa de Decisão e caminho de volta

Um processo dedicado da FPP lê os alertas de PLD prontos para despacho e os envia à CMP do mesmo tenant. Duas regras governam o envio:

  • Severidade. Alertas de severidade média e alta vão para a Mesa. Alertas de severidade baixa ficam registrados e agregados na FPP, à disposição do Compliance, e não abrem caso. A severidade mínima de despacho é um parâmetro do cenário, editável pelo Compliance.
  • Portão duplo. O despacho só acontece quando o perfil do tenant inclui PLD e existe um workflow de PLD ativo. Nenhum material de PLD chega à Mesa de um tenant só de fraude, e nenhum alerta de PLD é entregue ao integrador de fraude da instituição.

O despacho usa o mesmo mecanismo de entrega que serve os webhooks da plataforma: fila durável, retentativas com recuo, alerta de esgotamento e autenticação por chave de API do tenant.

O alerta chega à Mesa num contrato único, o mesmo para qualquer tenant, que carrega a jurisdição no próprio alerta em vez de a pressupor:

BlocoConteúdo
IdentificaçãoIdentificador estável do alerta (chave de idempotência), tipo (por transação ou por entidade) e domínio
SujeitoDocumento com tipo e país, sem inferência
CenárioCódigo, nome, jurisdição, versão do catálogo e referência normativa
SeveridadeNível, origem da severidade e SLA do cenário
Janela e valorPeríodo coberto e valor agregado com moeda obrigatória
EvidênciaAs transações do alerta, com teto declarado e marca de truncamento quando o teto é atingido
Risco do clienteNível de risco com procedência e data da medida; vazio quando não há medida, nunca inventado
MotorScore e escala do score, para que a Mesa reescale sem heurística

A Mesa responde dizendo o que aconteceu: caso criado, consolidado num caso já aberto do mesmo sujeito, ou atualizado (novo disparo do mesmo alerta). A FPP guarda a correlação entre o alerta e o número do caso, que é o que a lista de alertas mostra e o que o caminho de volta usa.

A CMP é a dona do caso. Na mesa de PLD o caso percorre triagem, investigação, revisão por outro usuário, comitê e a comunicação ao COAF, com geração do XML no formato do SISCOAF. Alertas novos do mesmo cliente com caso ativo se consolidam nele. O funcionamento da mesa de PLD, do comitê e da trilha de auditoria está descrito na Case Management Platform.

O caso chega à Mesa com valor, moeda, cenário, severidade e nível de risco preenchidos a partir do alerta, e as telas de PLD da Mesa resolvem país, moeda e formato de data a partir do próprio caso: para o tenant brasileiro, Brasil, real e data no formato brasileiro, em português.

Os vereditos da Mesa retornam à FPP. A CMP emite os seus eventos de PLD (triagem concluída, comitê aprovado, comitê reprovado, comunicação registrada, retificada, cancelada e erro de envio) para um receptor assinado da FPP, que:

  1. verifica a assinatura e descarta entregas repetidas, porque a Mesa reentrega em caso de falha;
  2. resolve o caso para os alertas correlacionados (um caso pode conter vários alertas);
  3. escreve em cada alerta o novo estado e o desfecho;
  4. registra um evento no histórico do cliente, visível na visão 360.

Por padrão, o veredito do comitê não altera o score de fraude do cliente nem a avaliação de transações futuras. O histórico de alertas confirmados fica disponível como atributo do cliente, e a instituição pode optar, por configuração de implantação e com a prova de equivalência correspondente, por fazer esse histórico alimentar o risco. A opção nasce desligada.

O nível de risco enviado à Mesa carrega procedência e data. A matriz de risco hierárquica do cliente pertence à Onboarding Platform; quando ela está disponível, é o nível dela que viaja; quando não está, a FPP envia o nível da sua própria fórmula, identificado como tal, ou nenhum. A plataforma nunca rotula uma fórmula como matriz.

Versão 18, atualizada em